Posicionamento · Método MPU
Eu preciso te contar uma coisa que ninguém fala abertamente nas rodas de terapeutas: o travamento que você sente na hora de aparecer no Instagram não é falta de disciplina. Não é preguiça. Não é falta de tempo.
É o seu sistema de proteção funcionando exatamente como foi programado.
Você senta pra criar conteúdo. Abre o celular. Escreve uma legenda. Apaga. Escreve de novo. Acha fraca. Fecha o aplicativo. E passa o dia se sentindo culpada por "não ter postado".
Eu já ouvi essa história centenas de vezes. De terapeutas brilhantes, com anos de formação, com resultados reais de clientes — que simplesmente não conseguem dar o play no próprio conteúdo.
"Você trava porque não tem clareza do seu posicionamento. E sem clareza, o corpo entra em proteção."
Existe uma crença muito comum — e muito silenciosa — que circula no universo das terapeutas: a de que aparecer muito é arrogância. Que se promover é invasivo. Que quem tem resultado "não precisa" fazer marketing.
E então você vai internalizando isso. Sem perceber, começa a criar um bloqueio entre o que você sabe que precisa fazer e o que você consegue executar.
O resultado? Você produz conteúdo para agradar um público imaginário em vez de falar com as pessoas reais que precisam de você. Ou pior: você não produz nada — porque "ainda não está pronta".
Eu preciso ser direta com você: o medo de aparecer quase nunca tem a ver com a câmera, com o microfone ou com o ângulo da luz. Tem a ver com uma pergunta que sua mente faz antes de qualquer gravação:
"Quem sou eu para dizer isso?"
Essa pergunta é o sinal de que você ainda não encontrou sua voz autoral. Ainda não sabe, com clareza e convicção, o que te torna impossível de substituir. E sem essa clareza, qualquer conteúdo vai parecer vazio — porque para você, está.
Nenhuma dessas estratégias funciona. Porque o que o seu público quer — o que faz uma pessoa parar o scroll, ler até o final e mandar mensagem perguntando sobre o seu processo — não é informação. É identificação.
Existe uma diferença fundamental entre conteúdo que informa e conteúdo que conecta.
Conteúdo que informa diz: "Hipnose é uma técnica que acessa o subconsciente." Conteúdo que conecta diz: "Você sabia que a maioria dos seus bloqueios atuais foi criada antes dos 7 anos — e que você provavelmente nunca fez as perguntas certas sobre eles?"
Um fala para a cabeça. O outro fala para a experiência. E é na experiência que a decisão de contratar uma terapeuta é tomada.
Quando você encontra sua voz autoral — quando você entende o que é único em você, não na sua técnica mas na sua perspectiva —, aparecer deixa de ser exposição e vira expressão.
Vou te dar um exercício simples que uso com minhas alunas no início do processo:
Abra um papel ou um documento e responda a essa pergunta, sem editar, sem revisar — escrevendo tudo que vier:
"O que eu ví, vivi ou aprendi que a maioria das pessoas da minha área ainda não compreendeu?"
Essa resposta é o germe da sua voz autoral. É de onde seu posicionamento nasce. É o que as pessoas do outro lado da tela precisam ouvir — e que só você pode dizer do jeito que você diz.
Guarda esse papel. Lê de novo amanhã. Você vai se surpreender com o que está lá.
Em uma consultoria gratuita de 30 minutos, você vai descobrir o que está travando o seu posicionamento — e os primeiros passos concretos para mudar isso. Sem venda, sem pressão. Só clareza.
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